segunda-feira, 30 de abril de 2018
segunda-feira, 23 de abril de 2018
quarta-feira, 11 de abril de 2018
Algumas ligações interessantes
Sobre o Kitsch e o Camp:
Susan Sontag, Notes on Camp: aqui.
Queen: «I want to break free». aqui.
Freddy Mercury e Montserrat Caballe: «Barcelona» aqui.
Tony Carreira: «A saudade de ti» aqui. E «Não desisto de ti» aqui.
Jean Carreira: «Sonho de Natal» aqui. E «Não sofras, pai» aqui.
Ena Pá 2000: «Drógádo» aqui.
Phantom of the Paradise: «We need a man» aqui.
It's Christmas in Heaven
All the children sing
It's Christmas in Heaven
Hark hark those church bells ring
(...) [Resto da letra aqui.]
Frank Zappa aqui.
Susan Sontag, Notes on Camp: aqui.
Queen: «I want to break free». aqui.
Freddy Mercury e Montserrat Caballe: «Barcelona» aqui.
Tony Carreira: «A saudade de ti» aqui. E «Não desisto de ti» aqui.
Jean Carreira: «Sonho de Natal» aqui. E «Não sofras, pai» aqui.
Ena Pá 2000: «Drógádo» aqui.
Phantom of the Paradise: «We need a man» aqui.
We need a man that is simple perfection
There's nothing that's harder to find
Someone to lead us protect us and feed us
And help us to make up our minds
We need a man that's sophisticated
Quiet and strong and well educated
Where to go what to do
Could it be somebody super like you
There's nothing that's harder to find
Someone to lead us protect us and feed us
And help us to make up our minds
We need a man that's sophisticated
Quiet and strong and well educated
Where to go what to do
Could it be somebody super like you
We need a man that can stand as a symbol
And symbols have got to be tall
Someone with taste and the tiniest waist
With his help would not life be a ball
If we had fun he would not restrain us
If we got caught he would just explain us
Where to go what to do
Could it be somebody super like you (...) continua aqui.
And symbols have got to be tall
Someone with taste and the tiniest waist
With his help would not life be a ball
If we had fun he would not restrain us
If we got caught he would just explain us
Where to go what to do
Could it be somebody super like you (...) continua aqui.
Monty Python.
«Christmas in Heaven» aqui.
[Spoken:]
Good evening ladies and gentlemen.
It's truly a real honourable experience to be here this evening.
A very wonderful and warm and emotional moment for all of us.
And I'd like to sing a song for all of you.
Good evening ladies and gentlemen.
It's truly a real honourable experience to be here this evening.
A very wonderful and warm and emotional moment for all of us.
And I'd like to sing a song for all of you.
It's Christmas in Heaven
All the children sing
It's Christmas in Heaven
Hark hark those church bells ring
(...) [Resto da letra aqui.]
«Every sperm is sacred» aqui.
Frank Zappa aqui.
sábado, 7 de abril de 2018
The Antidote | Antídoto [Apresentação de Daniel Lucindo]
Não, o título não é uma referência a uma tradução. Na verdade, são dois títulos de duas obras diferentes. Passo a explicar:
Em 2003, a banda portuguesa Moonspell aliou-se ao escritor José Luís Peixoto com uma proposta: "E se fizéssemos um livro e um disco como nunca se fez?"
E fizeram. O resultado foi o álbum The Antidote e a novela de contos Antídoto.

Esta Segunda-feira vou fazer uma apresentação sobre o processo de criação das duas obras e sobre o resultado da simbiose entre as duas formas de arte. Existe um conceito em comum entre ambas as obras, conforme os títulos indicam: um antídoto. Logicamente, um antídoto pressupõe a existência de um veneno. Nenhuma das obras é o veneno ou antídoto uma da outra. Pelo contrário, complementam-se. Em ambas existe um veneno que as contamina e uma busca por um antídoto que lhes dê um sentido.
Cada faixa do álbum deu origem a um "conto-irmão" no livro. Para os que não apreciam o género no qual os Moonspell se inserem, tal como para os que não apreciam o estilo de escrita do autor - ou até mesmo para quem não gosta nem duma coisa nem doutra -, é interessante (na minha opinião) ver que o álbum por si só faz sentido, que o livro por si só faz sentido, mas sobretudo que a junção das duas obras ganha todo um novo sentido. Não é uma colaboração "à frente do seu tempo" (é um pouco surpreendente que seja um tipo de colaboração inédito, se é que de facto o é), mas é uma colaboração que, dentro do meio artístico, peca por ainda hoje ser única, ou quase.
O álbum tem uma duração pouco inferior a uma hora e as 87 páginas (sem tirar aquelas que se contemplam em poucos segundos) podem ser lidas num período igualmente curto. Isto porque cada conto foi feito quase à mesma medida da duração de cada faixa (nalgumas é, inclusive, perfeitamente possível começar e acabar a leitura e audição no mesmo período de tempo), o que confere uma atmosfera própria e apropriada a cada conto, proporcionando uma experiência practicamente única de leitura. Isto porque em vez do leitor se deixar inebriar pelas palavras e criar na sua cabeça a sua própria atmosfera, o álbum apresenta a sua própria atmosfera a acrescentar às histórias.
Deixo em baixo os títulos dos temas e dos respectivos contos. Para os curiosos, deixo o link para audição do álbum na íntegra via YouTube (a descrição do vídeo contém os tempos para cada faixa, caso queiram só ir ouvindo bocados de uma ou outra). Quanto ao livro... Digamos que foi complicado para mim próprio tê-lo nas mãos. Deixo, porém, um link para um vídeo com a leitura de um excerto do conto "Lunar" por parte do próprio autor - é pouco, mas é o que se pode arranjar.
Durante a apresentação planeio também ler um excerto ou dois e, caso haja tempo, fazer uma experiência de leitura dum conto na íntegra em simultâneo com a reprodução da faixa respectiva.
Em 2003, a banda portuguesa Moonspell aliou-se ao escritor José Luís Peixoto com uma proposta: "E se fizéssemos um livro e um disco como nunca se fez?"
E fizeram. O resultado foi o álbum The Antidote e a novela de contos Antídoto.


Esta Segunda-feira vou fazer uma apresentação sobre o processo de criação das duas obras e sobre o resultado da simbiose entre as duas formas de arte. Existe um conceito em comum entre ambas as obras, conforme os títulos indicam: um antídoto. Logicamente, um antídoto pressupõe a existência de um veneno. Nenhuma das obras é o veneno ou antídoto uma da outra. Pelo contrário, complementam-se. Em ambas existe um veneno que as contamina e uma busca por um antídoto que lhes dê um sentido.
Cada faixa do álbum deu origem a um "conto-irmão" no livro. Para os que não apreciam o género no qual os Moonspell se inserem, tal como para os que não apreciam o estilo de escrita do autor - ou até mesmo para quem não gosta nem duma coisa nem doutra -, é interessante (na minha opinião) ver que o álbum por si só faz sentido, que o livro por si só faz sentido, mas sobretudo que a junção das duas obras ganha todo um novo sentido. Não é uma colaboração "à frente do seu tempo" (é um pouco surpreendente que seja um tipo de colaboração inédito, se é que de facto o é), mas é uma colaboração que, dentro do meio artístico, peca por ainda hoje ser única, ou quase.
O álbum tem uma duração pouco inferior a uma hora e as 87 páginas (sem tirar aquelas que se contemplam em poucos segundos) podem ser lidas num período igualmente curto. Isto porque cada conto foi feito quase à mesma medida da duração de cada faixa (nalgumas é, inclusive, perfeitamente possível começar e acabar a leitura e audição no mesmo período de tempo), o que confere uma atmosfera própria e apropriada a cada conto, proporcionando uma experiência practicamente única de leitura. Isto porque em vez do leitor se deixar inebriar pelas palavras e criar na sua cabeça a sua própria atmosfera, o álbum apresenta a sua própria atmosfera a acrescentar às histórias.
Deixo em baixo os títulos dos temas e dos respectivos contos. Para os curiosos, deixo o link para audição do álbum na íntegra via YouTube (a descrição do vídeo contém os tempos para cada faixa, caso queiram só ir ouvindo bocados de uma ou outra). Quanto ao livro... Digamos que foi complicado para mim próprio tê-lo nas mãos. Deixo, porém, um link para um vídeo com a leitura de um excerto do conto "Lunar" por parte do próprio autor - é pouco, mas é o que se pode arranjar.
Durante a apresentação planeio também ler um excerto ou dois e, caso haja tempo, fazer uma experiência de leitura dum conto na íntegra em simultâneo com a reprodução da faixa respectiva.
- The Antidote
Antídoto
- In and Above Men
Dentro e Sobre os Homens - From Lowering Skies
Os Céus Que Desciam Sobre Nós - Everything Invaded
Aquilo Que Invade os Homens - The Southern Deathstyle
Sul - Antidote
Antídoto - Capricorn at Her Feet
Capricórnio a Seus Pés - Lunar Still
Lunar - A Walk on the Darkside
Caminhar - Crystal Gazing
Cristal - As We Eternally Sleep on It
Ao Adormecermos Eternamente
quarta-feira, 4 de abril de 2018
Para que serve a literatura?
Hoje em dia, mais que nunca, para nada. Hoje em dia, mais que nunca, para tudo.
Um caso exemplar aqui: o aumento de reacções ingénuas e desinformadas a informação não-credível.
(ou seja, informação que não só não é informação como, bem mais sério, é o oposto da informação.)
Saber ler, num mundo cheio de coisas escritas e ditas e presentadas, crucial é. Se calhar.
A ironia torna-se então um utensílio fundamental: questionar o que nos é dado. O excesso de ironia pode (como acontece com a paródia, tipo Irmãos Catita e música pimba ou Tony Carreira e David Carreira) virar uma paródia inofensiva e, em quase nada, se distinguir do produto real.
Perceber que não só a linguagem verbal como as outras têm as suas figuras de estilo, a sua organização retórica e que «the medium is the message» mas também «the medium is the massage» (ambas cunhadas por Marshall McLuhan) talvez valha a pena. Para ver melhor.
Quando é que 'pensar fora da caixa' virou slogan vazio?
[Continua - dê a sua opinião]
Um caso exemplar aqui: o aumento de reacções ingénuas e desinformadas a informação não-credível.
(ou seja, informação que não só não é informação como, bem mais sério, é o oposto da informação.)
Saber ler, num mundo cheio de coisas escritas e ditas e presentadas, crucial é. Se calhar.
A ironia torna-se então um utensílio fundamental: questionar o que nos é dado. O excesso de ironia pode (como acontece com a paródia, tipo Irmãos Catita e música pimba ou Tony Carreira e David Carreira) virar uma paródia inofensiva e, em quase nada, se distinguir do produto real.
Perceber que não só a linguagem verbal como as outras têm as suas figuras de estilo, a sua organização retórica e que «the medium is the message» mas também «the medium is the massage» (ambas cunhadas por Marshall McLuhan) talvez valha a pena. Para ver melhor.
Quando é que 'pensar fora da caixa' virou slogan vazio?
[Continua - dê a sua opinião]
A máquina policial
(Jo Nesbø, Sangue na
Neve. Lisboa: Dom Quixote, 2018)
Uma máquina de redundância. Um conto de cavalaria: o cavaleiro é enviado pelo rei a enfrentar o dragão. As infinitas variantes: o narrador é o assassino, o o detective é uma mulher, o dragão é o herói, etc. Mas a matriz está lá e é tão simples quão eficaz: X é enviado por Y a enfrentar W e, pelo caminho, tem adjuvantes e oponentes.
Há uma sensação reconfortante em ter um 'thrill', uma emoção, um arrepio, na segurança do lar. Como dizia um anúncio inglês a contos policiais na rádio: «Nada como um bom pequeno crime à hora do chá».
Os protagonistas viram familiares, família, e os processos repetem-se, embora sempre com novas personagens e situações. Mas os ingredientes são sempre os mesmos.
O prazer tem como base a repetição + a aparência de inovação.
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Exame - 20/6, sala B 0.6, 14h
O exame de melhoria e/ou final será dia 20 e não 18, conforme fora inicialmente anunciado. Quem tiver algum problema, contacte-me.
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A propósito da questão da forma no poema 'No meio do caminho' de Carlos Drummond de Andrade.Se já é evidente quando ouvimos o poema...
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POR FAVOR, enviem o vosso mail para o Docente responsável: zink.rui@gmail.com a fim de serem convidados para co-autores deste blogue. E...
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Breve resumo (que faço quando me apetece, não tenho obrigação) da aula de ontem: 1) projecção do episódio «O sino» do filme Andrei Rublev...