(Jo Nesbø, Sangue na
Neve. Lisboa: Dom Quixote, 2018)
Uma máquina de redundância. Um conto de cavalaria: o cavaleiro é enviado pelo rei a enfrentar o dragão. As infinitas variantes: o narrador é o assassino, o o detective é uma mulher, o dragão é o herói, etc. Mas a matriz está lá e é tão simples quão eficaz: X é enviado por Y a enfrentar W e, pelo caminho, tem adjuvantes e oponentes.
Há uma sensação reconfortante em ter um 'thrill', uma emoção, um arrepio, na segurança do lar. Como dizia um anúncio inglês a contos policiais na rádio: «Nada como um bom pequeno crime à hora do chá».
Os protagonistas viram familiares, família, e os processos repetem-se, embora sempre com novas personagens e situações. Mas os ingredientes são sempre os mesmos.
O prazer tem como base a repetição + a aparência de inovação.
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