sexta-feira, 16 de março de 2018

«Nem sempre a gente sabe o que está filmando»

«(...) Da mesma época, nas segundas imagens amadoras, no passeio de uma rua brasileira, uma mãe, a criada negra e uma criança. A pequenita dá os primeiros passos, a câmara familiar capta-os, mas também à criada a sair da frente da câmara sem que ninguém lhe peça. Quando a menina avança, a criada recua, vai pôr-se ao fundo, ela é do quintal, não faz parte daquele mundo. A voz: "Nem sempre a gente sabe o que está filmando." A câmara, sem querer, mostra as relações de classe no país. Os factos são os factos, mas às vezes não os vemos, haja uma voz para nos conduzir aos factos.»

Crónica (com marcas literárias mas não literária de intenção - e porquê? a pergunta aqui fica - de um grande jornalista-cronista, Ferreira Fernandes. Para ler na íntegra, a quem interessar, no DN de hoje

Em alguns thrillers, este é um motor da intriga: um turista está a fotografar uma estátua e, sem dar conta, capta um crime ao fundo - e a partir daí tem bandidos a persegui-lo sem saber porquê.  

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